domingo, 2 de outubro de 2011

CORRIDO MALUCA 2012 - PARTE 2 - Janio - publicada no Jornal Intrerpress


                                          Janio vai de andor - Na pista que leva ao Palácio Tiradente , sendo carregado por um grupo seleto de cabos eleitorais.

Inseticida Cultural- Matando a Mosca Azul.


       A mosca Azul pode estar em qualquer lugar ela pode ser você, à presunção e a auto lisonja é um sintoma de sua presença. Cuidado! 

O PETRÓLEO É NOSSO -ZEL HUMORETRO - REGIÃO DO LAGOS

Charge publicada no extinto Lagos Jornal - 2010
                      A charge mostra destino de Cabo Frio da Região dos Lagos e Municípios produtores de Petróleo , caso seja aprovado a nova divisão dos Royalties do Petróleo

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Corrida maluca - Pró 2012 - Parte 1 - publicado no Jornal Interpress

                                                  Ampliar a imagem 
Marcos Mendes empurra o Teco Teco 2012 , ao comando de Alfredo Gonçalves.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

INVICTUS -WILLIAM ERNEST HENLEY- POEMA - REFLEXÃO


“Na garra cruel da circunstância
Eu não recuei nem gritei.
Sob os golpes do acaso minha cabeça sangra, mas permanece ereta.
Além deste lugar de fúria e lágrimas
Só o eminente horror matizado,
E mesmo a ameaça dos anos
Há de me encontrar destemido.
Não importa quão estreito seja o portão,
Ou quão repleto de castigo seja o veredicto,
Eu sou dono do meu destino:
Eu sou o capitão da minha alma.”

Do poema Invictus, William Ernest Henley, poeta, crítico e editor inglês ( 1849-1903)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Genial - A riqueza simbólica da língua portuguesa


Genial

A riqueza simbólica da língua portuguesa



"Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, o que quer dizer a expressão ‘no frigir dos ovos’?
Resposta: Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem ideias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa. E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo as favas.
Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.
Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher lingüiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.
Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.
Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese...etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou.
O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.
Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco.
A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho. 
Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.


Guaraci Neves