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domingo, 27 de maio de 2012

O Golpe de Cabral em Jânio Mendes - POR DR.Marcelo Paes de Oliveira

O Golpe de Cabral em Jânio Mendes.


A situação em Cabo Frio pode estar caminhando para resolver problemas políticos alheios à Cabo Frio. Após um longo silêncio, o operador político da Delta, Sérgio Cabral, volta a insistir no nome de Jânio Mendes. O retorno a esta tecla foi favorecida pelo gigantesco caos em que o PMDB se meteu ao confiar em Marquinhos Mendes, e ao achar que a ilegítima posição do Alfredo Gonçalves pudesse vingar.

Marquinhos não faz nada para ninguém, só para si. É evidente que mantém um bando de secretários nomeados, não todos, mas alguns, que se bastam em ser secretários. Numa espécie de “sigo o chefe e salvo o meu emprego”.

Por outro lado Alfredo nunca foi simpático a este grupo de secretários do tipo “sigo o chefe e salvo o meu emprego”, e assim nunca se construiu como candidato da máquina. De forma majestática e imperial, Alfredo esperou que Marquinhos ordenasse isso aos seus súditos. Mas Marquinhos não está nem aí para a política. Ele está preocupado com dinheiro. Só isso.

Bem, mas este retorno do operador político da Delta ao cenário de Cabo Frio, recolocando Jânio na disputa, pode ter um objetivo cruel para Jânio. E por quê?

Porque Jânio é suplente de deputado no PDT, as coisas no PDT estão inseguras, o grupo do Jânio (José Bonifácio – Lupi) perdeu, com Trajano Ribeiro, as eleições municipais para o vereador Leonel Brizola Neto. Por sua vez, o seu irmão, deputado federal Brizola Neto, também suplente, não precisa mais do partido para estar deputado, pois virou Ministro do Trabalho.

Isto muda a correlação de forças no PDT do Rio de Janeiro, pelo menos é o que parece. E mudará também a correlação de forças nacionais do PDT. Claro que vai depender do trabalho de Brizola Neto no Ministério. Mas, pelo menos no Rio, as coisas devem mudar de forma mais radical. Um grupo de pedetistas está em Cuba, e ao retornar devem começar a opinar na situação local, auxiliando Leonel Brizola Neto em sua presidência do diretório municipal.

Se esta correlação de forças realmente mudar, o operador político da Delta, e também governador do Rio, que é brega mas não é bobo, mudará junto com o novo PDT. E tentará trazer outros quadros da legenda. Neste sentido, garantir o apoio a Jânio pode ser uma faca de dois gumes. Pois ele pode dizer ao Jânio a seguinte frase:

- Amigo, você foi parceiro na Assembléia estes anos, mas eu também fui seu amigo. O mantive como deputado até as eleições municipais e garanti minha palavra de apoiá-lo. Mas, você sabe, política muda muito, e daqui para frente, após as eleições, eu precisarei usar o PDT de outra forma.

Ou seja, Cabral pode estar, na verdade, abrindo espaço para um novo acordo com o PDT. E neste cenário provavelmente Felipe Peixoto deixaria de ser secretário, pois que não integra o grupo dos irmãos Brizola Neto, voltaria para a Assembléia, tirando a vaga do Jânio, e um novo espaço no governo se abriria para alguém indicado pela nova composição de força do PDT local. Este acordo interessaria ao PDT renovado apenas para manter as relações de harmonia histórica que há entre o governo do operador político da Delta, e o PT.Pois depois da mensagem que vazou entre Vacarezza e Cabral, ninguém mais duvida desta relação PT-Cabral. Afinal, Vacarezza é um homem do PT e não do governo, que aliás o de fenestrou da liderança muito a contragosto dos quadros partidários, Lula inclusive.

Enfim, Jânio pode estar servindo a interesses outros da política, e não só a uma vontade sincera e amiga do operador político da Delta, o menino de ouro que descobriu Paris e colocou seus serviçais para se apresentarem com guardanapos na cabeça. Cabeças de Bagre, diga-se de passagem.


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