quarta-feira, 2 de novembro de 2011


ACLAC - Sabedoria que brilha.
 
A ACADEMIA CABISTA DE LETRAS, ARTE E CIÊNCIAS – ARRAIAL DO CABO  teve noite especial nesta terça-feira 01/11/11, data cabalística que fica marcada na historia da academia.



O presidente Wenceslau da Cunha que mantem um brilhante trabalho junto academia deu posse ao novo presidente Rodrigo Octavio, que conduziu a cerimônia de posse dos novos acadêmicos e membros honorários da ACLAC: Fátima Goes, Mateus Azevedo, Tony Fonseca e Fernando Luiz de Lima, e também entregou o diploma de Membro Honorário para as seguintes personalidades: Andreia Fernandes, Marcelo Trindade Corrêa, Jacques Azicoff, Roberta Gonçalves e Sylvia Maria.




A noite também foi enriquecida com as apresentações de poesias e discursos de vários artistas como: Rodriggo Lopez , Diego de Sá ,Rosa, Luciano Leonardo e  Sotero Souza.





Foi marcante o momento que Wenceslau da Cunha se dirigiu ao vereador Marcelo Corrêa para entregar sua medalha da ACLAC para o vereador como forma de gratidão pelo carinho que Alair Francisco Corrêa ,o pai do vereador, tratava o seu pai Antonio Wenceslau.

Wenceslau da Cunha: - Alair sempre recebia o meu pai com um abraço!


 Entregou a medalha a para Marcelo Corrêa e todos que assistiram ficaram comovidos.

Rodrigo Poeta o novo presidente da ACLAC  a partir de 2012 vai realizar diversos projetos junto à  academia.

O blog ZEL HUMOR vai realizar uma entrevista com o presidente da ACLAC na próxima semana, aguardem.




É uma honra fazer parte da ACLAC, um grupo seleto de acadêmicos que enriquecem a cultura da Região dos Lagos.

GOVERNO ANUNCIA :PLANO DE SAÚDE GRATUITOS


        O governo acaba de anunciar que todo cidadão brasileiro terá direito a dois planos de saúde privados e GRATUITOS: ASSIM e AMIL.

E devem ser utilizados da seguinte forma:

ASSIM que você passar mal, vai AMIL para o SUS.

E DEUS TE PROTEJA

BOA SORTE


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

FRASES - REFLEXÃO - LADRÕES


A suspeita sempre persegue a consciência culpada; o ladrão vê em cada sombra um policial
William Shakespeare
"A ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito."
Machado de Assis
"A comissão faz o ladrão."
Jô Soares
"Um ladrão rouba um tesouro, mas não furta a inteligência. Uma crise destrói uma herança, mas não uma profissão. Não importa se você não tem dinheiro, você é uma pessoa rica, pois possui o maior de todos os capitais: a sua inteligência. Invista nela. Estude!"
Augusto Cury
A ocasião não faz apenas o ladrão, mas também grandes homens.
Georg Lichtenberg


CARLOS RIBEIRO - ARTISTA PLÁSTICO , POETA E FLAMENGUISTA - CARICATURA

NÃO DEIXE DE SONHAR - POESIA








domingo, 23 de outubro de 2011

CORRIDA MALUCA - PARTE 5 - JORNAL INTERPRESS

DEPUTADO P.C  e o  EL CABALLO PARAGUAYO
Como diz a musica de Raul Seixas :
- Tente outra vez !..




Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência.
Augusto Cury
‎"Alguns afirmam categoricamente que DEUS não existe sem nunca ter mapeado os confins do universo,sem nunca ter penetrado nas micropartículas de todos os átomos ,sem nunca ter tomado as asas do tempo e percorrido o tempo indecifrável do passado.Se são tão limitados,mas fazem uma afirmação tão grande,são deuses.Só um deus tem tamanha convicção."

Augusto Cury - do livro Os segredos do Pai Nosso.

sábado, 22 de outubro de 2011

LITERATURA NA PROVA DO ENEM - CARTA À REVISTA VEJA - PAULO RAMOS


Carta aberta à revista Veja

Prezados,
li com atenção à reportagem publicada na edição desta semana de "Veja", intitulada "A Pedagogia do Garfield", sobre a presença de questões de literatura na prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), elaborado pelo governo federal.
Afora a validade e a pertinência da pesquisa realizada por docentes do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), parece-me haver alguns equívocos na leitura do estudo e na forma como foi comparado com as histórias em quadrinhos.
A respeito da leitura dos dados, a revista diz que "a literatura está virtualmente ausente do Enem" e que o importante para o jovem que presta a prova "é saber interpretar uma história em quadrinhos". Há, nisso, uma interpretação errônea do estudo, cujas conclusões são reproduzidas pela própria publicação.
Tabela apresentada na reportagem dá conta de que o Enem pautou seus enunciados em textos de poesia (58 questões), crônica (21), romance (20), conto (5) e drama (1). O total, portanto, chega a 105 questões sobre gêneros literários, número maior que os demais itens, histórias em quadrinhos (32), crítica (21) e canção (14).
Logo, há presença, sim, de literatura no exame, ao contrário do que sugere a reportagem. E presença três vezes maior que o volume de histórias em quadrinhos.
Deve-se concordar, no entanto, com a interpretação de que romancistas importantes de nossa literatura - e o romance em si - tenham sido pouco ou quase nunca trabalhados em questões da prova. Isso se configura um ponto a ser reavaliado pelos responsáveis pelo Enem. Mas dificilmente irá gerar no ensino médio o desaparecimento da literatura caso a situação assim continue, como indica uma das entrevistadas da matéria.
O outro ponto da reportagem que nos parece carecer de ajuste é no tocante à forma como a pesquisa foi comparada com as histórias em quadrinhos. Há dois aspectos a serem observados sobre isso.
O primeiro é que se trata de analogias distintas. A literatura é composta de diferentes gêneros, como bem ilustra a arte que compõe a matéria e já citada nesta carta. O mesmo vale aos quadrinhos. Estes possuem uma gama ampla de gêneros, como as tiras cômicas, as histórias infantis, as de super-heróis e as reportagens em quadrinhos, para ficarmos em quatro exemplos.
Vê-se, portanto, que comparar cinco gêneros literários (poesia, crônica, romance, conto e drama) com um rótulo que abriga diferentes outros gêneros, caso dos quadrinhos, configura algo inarticulável e, por consequência, nubla uma eventual tentativa articulação dessa ordem.
O segundo aspecto a ser observado no tocante à forma como os quadrinhos foram trabalhados na matéria é a sugestão de que exista uma hierarquia de leituras, na qual tiras como "Garfield", "Mafalda" e "Hagar" - todas usadas no Enem - estariam num grau de complexidade e qualidade inferior ao literário. Isso fica expresso na matéria em trechos como:
  • "A começar pela valorização desmesurada das histórias em quadrinhos - o segundo gênero mais cobrado na prova, atrás apenas de poesia (veja o quadro abaixo) -, o exame mostra desproporções e equívocos de toda ordem."
  • "Não seria mau que, em uma prova destinada a avaliar todos os conteúdos do ensino médio, cerca de 13% das questões fossem dedicadas à cultura literária. Mas esse número inclui modalidades como histórias em quadrinhos e letras de canções populares, respectivamente segundo e sexto lugares entre os gêneros mais exigidos no Enem."
  • "O Enem contribui para construir um país mais iletrado."


Há um explí
cito tom de espanto da reportagem tanto sobre o volume de questões pautadas em histórias em quadrinhos (32) quanto pelo conteúdo por estas apresentado, que ajudaria a construir um país "iletrado".
Uma vez mais, são comparações de ordens diferentes. Não se pode atribuir ao pouco volume de questões sobre romances e seus autores à pura presença de questões sobre quadrinhos que, reitera-se, aparecem em menor número que as literárias.
Existem pesquisas que comprovam o volume de informações a serem acionadas pelos leitores no processo de construção de sentido de uma tira cômica, como as elencadas pela reportagem e trabalhadas no Enem. Ler um texto assim, verbal escrito e visual, integra a Lei de Diretrizes Básicas da Educação e as orientações dos PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais), ambos instaurados no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Pertence aos PCN também a nomenclatura "Linguagens, códigos e suas tecnologias", usada para o ensino médio e que causou outro estranhamento exposto na reportagem ("... podem ser usados para avaliações de gramática (se é que a palavra ainda faz sentido no meio das tais linguagens, códigos e suas tecnologias)".
Nesse ponto, o Enem acerta. As histórias em quadrinhos, em seus diferentes gêneros, configuram um texto peculiar para a produção do sentido, por conta da articulação entre imagem e palavra . Tal articulação soa simples, mas não é.
No Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) aplicado em 2007 a alunos do terceiro ano do ensino médio, 78,8% dos estudantes tiveram rendimento "abaixo do adequado", ou seja, inferior ao esperado para a série que cursam, em uma prova que contava com uma tira de "Hagar, o Horrível" entre as questões, mesmo personagem e série utilizado no Enem.
Não é de estranhar que vestibulares importantes, como o da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), valham-se do recurso das tiras para compor suas questões (no caso da Unicamp, elas estão presentes desde 1990). As capacidades esperadas do aluno estão não apenas na articulação entre imagem e palavra, mas na construção do sentido de humor pretendido a partir delas.
É de suma importância o levantamento feito pelos docentes da UFRGS e trazido a público por "Veja". Mais do que uma pesquisa, trata-se de um alerta sobre os rumos como a literatura vem sendo trabalhada num dos principais mecanismos de seleção ao ingresso universitário vigentes no país e que carece de constante leitura crítica.
Mas não se pode atribuir aos acertos do exame uma suposta culpa pelos equívocos. Literatura e quadrinhos são produções textuais de diferentes ordens, com distintos gêneros autônomos, cada um igualmente válido e com peculiaridades próprias no processo de construção do sentido. Espera-se que o estudante brasileiro seja proficiente nesse processo plural de leitura.
Sem mais,
Paulo Ramos
Jornalista e professor do Departamento de Letras da Universidade Federal de São Paulo