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sábado, 3 de março de 2012

CARNAVAL FORA DE ÉPOCA - por RODRIGO POETA


CARNAVAL FORA DE ÉPOCA


Tem poeta que se acha tanto ser uma estrela de Clarice transmutada, que faz carnaval fora de época. Coitado, esquece que nas escolas da vida, nas escolas deste Brasil, a literatura é luxo. Infelizmente nomes da literatura mundial e brasileira só são perpetuados por aqueles que amam a leitura de um bom livro.
      Nestes quase 20 anos de poesia e ativismo cultural, percebo a cada vez mais, que a vaidade é que sucumbe a literatura e principalmente a poesia no mundo em que somos carne e espírito.
     Novos anti-heróis dos versos só resistem com a persistência e com o poder da divulgação da internet, caso contrário seriam poetas abortados mesmo antes de nascer.
     A internet ajuda, mas também é fonte de perigo do verbo plagiar. Academias hoje em boa parte delas são caça-níqueis em busca de pré-poetas e de pseudo-poetas. Uma triste realidade, mas que a cada dia se torna uma rotineira face da busca pela
autoafirmação, através da compra de títulos e outros ditos artigos de luxo das distintas usurpadoras entidades que se intitulam ser acadêmicas. Uma vaidade inútil, egocêntrica e infeliz individualmente, pois para o jovem da rua, o indivíduo na sala de aula ou para todos os seres “sem luz”, estes vaidosos escrevinhadores são simplesmente nada...
     Hoje lecionar literatura na educação básica de forma criativa e que faça projeções multiculturais é artigo para poucos profissionais.
     Grande parcela dos professores de literatura, possuem uma bagagem construída pela decoreba, da pouca percepção sensitiva, subjetiva e objetiva das metáforas construídas por alguns seres iluminados e principalmente pela falta de pesquisa.Tudo por causa da expressão mais usada nas faculdades e escolas da vida: eu não tenho tempo! Uma expressão construída por uma educação feita por escravos da pedagogia burra, que esquecem que a literatura é a completude de todas as ramificações acadêmicas existentes.
     Ler é luxo no Brasil, ser poeta é um mártir, mas um poeta de verdade. Um poeta da metapoesia construída com dignidade, pois a crítica literária das terras brasílis é uma simples ilusão de ótica desde o tempo de Machado, pois só àqueles que detêm o poder são agraciados pelos reis dos feudos literários e assim ganharam a imortalidade plena, através das folhas de papel.
     Enfim, um dia o poder criativo será contemplado verdadeiramente e não transmutado em um carnaval fora de época das entranhas de Clarice aos olhos do horizonte contínuo do ser POETA!
Rodrigo Octavio Pereira de Andrade
Presidente da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo-RJ.

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